Jorge Heitor
  Jorge Heitor
 
Início
Contactos
Links Úteis
 
Últimos tópicos:
Uma polémica atitude de Milan Kundera
A Líbia cortou o fornecimento de petróleo à Suíça
Palavras do primeiro-ministro Xanana Gusmão na abertura de novo legislatura
Jacques Brel ainda não nos deixou
Poema de Jacques Brel agora vendido em leilão por 108.750 euros
 
Arquivos:
Arquivo 2008
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Arquivo 2007
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Arquivo 2006
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro



Isto é uma espécie de diário; ou de local de apresentação de coisas que para alguns poderão ter interesse.

Veja os últimos 5 tópicos:

Uma polémica atitude de Milan Kundera ---->
O homem que um dia escreveu “os arquivos da polícia são o nosso único passaporte para a imortalidade”, o checo Milan Kundera, actualmente naturalizado francês, foi ontem traído por esses mesmos arquivos, ao ter vindo a público que em 1950 denunciara ao regime comunista checoslovaco o desertor Miroslav Dvoracek, que acabou por ser condenado a 22 de prisão, com trabalhos forçados numa mina de urânio.
Então ainda estudante, o futuro autor do romance A Insustentável Leveza do Ser, de 1983, apresentou-se na polícia para comunicar que uma colega sua se iria encontrar ao anoitecer com o antigo piloto Dvoracek, que ao fim de 14 anos acabaria por ser libertado, revelou ontem a revista semanal Respekt, que é considerada liberal e defensora da liberdade de pensamento.
O articulista, Adam Hradilek, que trabalha no Instituto de Estudos de Regimes Totalitários, encarregado da administração dos arquivos comunistas, esbarrou ocasionalmente com o nome de Kundera durante os seus trabalhos de investigação e este ainda não fez qualquer comentário ao assunto. Aliás, há muitos anos que não aceita comunicar com a imprensa; e o ano passado não aceitou ir a Praga receber o Prémio Nacional de Literatura da República Checa.
Radicado na França desde a década de 1970, mantém um grande distanciamento em relação à terra natal e as suas últimas obras já foram escritas em francês, sendo ainda na semana passada mencionado como uma das hipóteses para o Prémio Nobel da Literatura de 2008, escassas horas antes de se saber que o júri decidira atribuir o mesmo ao francês Jean-Marie Le Clézio.
Dvoracek, que vive actualmente na Suécia, e que está a recuperar de um acidente vascular-cerebral, também não aceitou pronunciar-se sobre o assunto, mas a mulher contou à agência noticiosa Ceteka que Kundera nunca o contactou para lhe pedir desculpas por aquele episódio da juventude.
Regressado clandestinamente da Alemanha Federal com o objectivo de conseguir convencer um gestor público a colaborado com o Ocidente, deixou a mala no quarto de uma amiga, num lar de estudantes, e quando lá voltou a recolhê-la foi detido pela polícia secreta, StB.
 

A Líbia cortou o fornecimento de petróleo à Suíça ---->
A Líbia vai retirar 7.000 milhões de dólares (5.172 milhões de euros)dos bancos suíços , cortar os laços económicos com a Confederação Helvética e deixar de lhe fornecer petróleo, de modo a protestar contra o que considera o mau tratamento que nesse país europeu tem sido dado aos seus diplomatas e empresários, foi ontem anunciado pela agência noticiosa líbia JANA.
Isto acontece perto de três meses depois de o filho mais novo do coronel Muammar Kadhafi, Hannibal (cujo nome é um preito de homenagem ao general cartaginês que atravessou os Pirinéus e os Alpes com 9.000 cavalos e 37 elefantes), ter sido detido num luxuoso hotel de Genebra e acusado de ter agredido dois empregados domésticos com um cinto e um cabe, vindo mais tarde a ser libertado sob fiança.
O mês passado o procurador-geral do cantão de Genebra mandou arquivar o caso, depois de os empregados queixosos, uma tunisina e um marroquino, terem desistido da queixa. Mas, aparentemente, quem não desejou que o conflito ficasse arquivado foi o regime de Kadhafi, que decidiu agora “fechar a torneira” à Suíça, onde a petrolífera líbia Tamoil mantém 330 estações de serviço.
A Tamoil, que a si própria se considera “a jóia da coroa dos investimentos líbios no estrangeiro”, afirma fornecer 20 por cento de todo o mercado suíço de combustíveis; ou seja, 2,5 milhões de toneladas anuais de petróleo e seus derivados. Mas o director executivo da Swiss Oil Association, Rolf Hartl, comentou em Zurique que facilmente poderão ser encontradas alternativas, dado que a decisão anunciada por Tripoli ainda demorará duas a três semanas a ser levada à prática.
Hartl manifestou a esperança de que tudo volte à normalidade dentro de algum tempo, quando já toda a gente tiver esquecido esta última aventura de Hanniba Khadafi, de 32 anos, que já em 2004 fora interceptado em Paris por estar a descer os Campos Elísios a mais de 140 quilómetros horários, tendo então os seus guarda-costas sido violentos para com os gendarmes. E em 2005 fora condenado na mesma cidade, a quatro meses de pena suspensa e uma multa de 500 euros, por ter espancado a mulher grávida com quem se encontrava num hotel.
A Líbia pretende porém que a Confederação Helvética lhe apresente desculpas por em Julho ter detido Hannibal e a mulher, Aline, que estavam a agredir o pessoal no Hotel Presidente Wilson, mesmo ao lado do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, de que é titular o antigo primeiro-ministro português António Guterres; e uma irmã da controversa figura, Aisha, que é advogada, considerou logo na altura a condução do casal para uma esquadra fora ilegal, tendo-a apresentado como um acto de ódio e de racismo contra os árabes.
O “Guia da Grande Revolução da Grande Jamahiriya Árabe Líbia Popular e Socialista”, que é como se intitula o coronel há 39 anos no poder, depois de ter derrubado a monarquia, tem oito filhos, o mais conhecido dos quais é Seif el-Islam, arquitecto de 36 que preconiza grandes reformas do regime, com órgãos de informação e um sistema judicial independentes. Há três meses, Seif conferenciou em Lisboa com 40 empresas portuguesas com interesse em trabalhar no seu país, numa reunião organizada pela Agência para o Investimento e Comércio Externo, em coordenação com o ministro da Economia, Manuel Pinho. Jorge Heitor
 

Palavras do primeiro-ministro Xanana Gusmão na abertura de novo legislatura ---->
O nosso principal desafio neste momento não é a escassez de recursos, mas sim capacidade insuficiente para gastar bem os recursos de que dispomos, ou seja, gastar bem em investimentos nos sectores produtivos, para que o País efectivamente se desenvolva.
Aproxima-se o período em que estaremos novamente nesta Magna Casa a debater o Orçamento Geral de Estado de 2009. A proposta para o próximo ano vem consolidar as reformas já implementadas e acelerar o crescimento económico, através de sérios investimentos em infra-estruturas e melhoria dos serviços públicos, investimento em melhores recursos humanos, sector privado e desenvolvimento agrícola e rural - uma
verdadeira aposta na economia, na qualificação profissional e na criação de emprego - a par da disciplina orçamental. Para ser bem-sucedido, este desígnio terá que ter o apoio total e a participação da sociedade civil, assim como o empenho de todos os Órgãos de Soberania - revelando maturidade democrática - na resolução dos problemas fundamentais para a estabilidade e desenvolvimento nacional. É tempo para sermos determinados
 

Jacques Brel ainda não nos deixou ---->
Uma das peças mais importantes do leilão de obras do compositor belga Jacques Brel efectuado durante os últimos dias na sucursal parisiense da Sotheby’s foi um caderno em que estava escrita a canção Amsterdam: “No porto de Amesterdão/há marinheiros que cantam/os sonhos que os atormentam/À beira de Amesterdão/no porto de Amestão/há marinheiros que dormem/como porta-estandantes/ao longo dos cais sombrios”...
A assinalar o trigésimo aniversário da morte do artista, nascido em 1929, na região de Bruxelas, aquela leiloeira vendeu cartas, fotografias, gravações de entrevistas radiofónicas, maquetes de discos, desenhos e outros objectos referentes ao destacado compositor e intérprete, tendo o total rendido mais de um milhão de euros. E só por si o manuscrito de Amsterdam rendeu 108.750 euros, enquanto o de Mathilde, igualmente gravado em 1964, se vendia por 72.550 euros.
Segundo a emissora France Info, a viúva de Brel, Thérèse Michielsen, tinha oferecido aos organizadores do leilão 175.000 para que não fossem por diante com a iniciativa, que considerou “um pouco vergonhosa” para o autor de La valse à mille temps, Ne me quitte pas e tantas outras obras-primas da cultura europeia do século XX. Mas eles não lhe deram ouvidos e lá foram vendendo o mais que puderam dos 95 lotes de objectos que tinham conseguido juntar.
Jacques Romain Georges Brel, com sangue flamengo, francês e italiano, casou em 1950 com Thérèse, a quem chamava “Miche”, e começou a gravar em 1953, tendo-o feito até 1977; mas pelo meio também realizou dois filmes (Franz e Far West) e interpretou outros oito, designadamente de André Cayatte, Édouard Molinaro, Marcel Carné e Claude Lelouch.
A força das palavras, o sentimento de revolta e uma certa ironia sempre foram apanágio da obra de Brel, que tem vindo a ser divulgada por outros artistas, como o seu compatriota Francis Seleck, desde 1986 radicado em Portugal. Jorge Heitor
 

Poema de Jacques Brel agora vendido em leilão por 108.750 euros ---->
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui chantent
Les rêves qui les hantent
Au large d'Amsterdam
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui dorment
Comme des oriflammes
Le long des berges mornes
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui meurent
Pleins de bière et de drames
Aux premières lueurs
Mais dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui naissent
Dans la chaleur épaisse
Des langueurs océanes

Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui mangent
Sur des nappes trop blanches
Des poissons ruisselants
Ils vous montrent des dents
A croquer la fortune
A décroisser la lune
A bouffer des haubans
Et ça sent la morue
Jusque dans le coeur des frites
Que leurs grosses mains invitent
A revenir en plus
Puis se lèvent en riant
Dans un bruit de tempête
Referment leur braguette
Et sortent en rotant

Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui dansent
En se frottant la panse
Sur la panse des femmes
Et ils tournent et ils dansent
Comme des soleils crachés
Dans le son déchiré
D'un accordéon rance
Ils se tordent le cou
Pour mieux s'entendre rire
Jusqu'à ce que tout à coup
L'accordéon expire
Alors le geste grave
Alors le regard fier
Ils ramènent leur batave
Jusqu'en pleine lumière

Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui boivent
Et qui boivent et reboivent
Et qui reboivent encore
Ils boivent à la santé
Des putains d'Amsterdam
De Hambourg ou d'ailleurs
Enfin ils boivent aux dames
Qui leur donnent leur joli corps
Qui leur donnent leur vertu
Pour une pièce en or
Et quand ils ont bien bu
Se plantent le nez au ciel
Se mouchent dans les étoiles
Et ils pissent comme je pleure
Sur les femmes infidèles
Dans le port d'Amsterdam
Dans le port d'Amsterdam
 
 
 
Este blog está alojado/hospedado gratuitamente blog.comunidades.net